Scientology e Chaos Magick

Lembro de quando eu peguei na biblioteca um livro da série scientology. Não conhecia e só havia ouvido falar dela. Peguei um daqueles livros, “Fundamentos do Pensamentos” e me dispus a lê-lo. O que me surpreendeu foi que o livro vai na raiz do conceito e isso me fez reprogramar alguns dos meus  pensamentos. Logo percebi que aquilo tinha utilidade nas praticas de magick. Alguns dos conceitos eu já coloquei no blog e podem encontrar aqui.

Recentemente retornei aos estudos de magia do caos (depois de um período de hiato) e me deparei com a scientology em um dos livros bem conhecidos pela comunidade caótica. Esse livro é O Livro dos Resultados do Ray Sherwin.

Uma das poucas disciplinas não-mágickas que especula
sobre os poderes inatos da mente é a Dianética

Livro dos Resultados, pag 21

Ele cita e aborda rapidamente um  conceito que diz respeito sobre as camadas da mente. Ou melhor dizendo.. Os tipos. Scientology separa a mente em duas partes:

1-Mente Analítica

2- Mente Reativa

A mente analítica é quando estamos lendo, vendo TV, falando, ou seja, quando estamos conscientes e despertos.

Já a mente reativa assume quando a mente analítica sai de cena. E essas circunstâncias ocorrem no geral  em momentos críticos, quando estamos no limiar da sobrevivência. Seria ela a responsável por atitudes como rastejar para longe do perigo quando levamos uma pancada, fechar os olhos quando alguma coisa explode perto, etc.

A mente reativa é a mente inconsciente e no processo de chaos magick tenta-se chegar a essa mente. Uma sigilização ocorre quando inibimos a mente analítica e damos luz à mente reativa.

Scientology atribui à mente reativa algumas doenças que respondem em forma de doença psicossomática. Em um acidente de carro, por exemplo, no ato do acidente sua mente analítica sai de cena e a mente reativa absorve todo o cenário. A cor do carro, o cheiro de pastel frito e a dor de cabeça causada pelo impacto.

Após o acidente a pessoa sofre de enxaqueca por causa do cheiro de pastel que faz o corpo reviver toda a cena e ela e não sabe por que. Isso é chamado de aberrações.

A sigilização ocorre da mesma forma. Todo o ambiente entrará junto com o sigilo. Por isso impressões como aroma, mantra etc é importante. Pois isso gera um  código que aciona o intento.

Por isso algumas técnicas de gnose em situações traumáticas funcionam muito bem. Levi falava sobre impressões na imaginação. Quanto mais fora dos seus dogmas ou algo que lhe impressionava medo e horror, mas forte era. Isso explica os rituais de “magia negra” com sacrifícios e outras parafernálias bizarras e medonhas.

Se busca o vácuo mental. Algumas maneiras simples de energizar um sigilo no cotidiano usando esse conhecimento é:

Se você tem pavor de dentista, aproveite para energizar alguns sigilos. É certo que a vacuidade se instaurará em sua mente no momento da anestesia.

Se você tem medo de dirigir, desenhe o sigilo no para-brisa é vá!

Pular de bungee Jump funciona por  que a mente reativa entra em cena por que o corpo pensa que vai morrer colidindo no chão.

São só alguns exemplos para inspirar e mostrar como a mente trabalha.

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Uso prático de Scientology na Magia

O que você entende por realidade?

A scientology traz uma perspectiva interessante do que é realidade. Entender isso pode ser fundamental e muito útil ter no inventário de ferramentas mágicas.

O TRIÂNGULO ARC

O triângulo ARC é constituido por:

Afinidade .:. Realidade .:. Comunicação

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A comunicação é aglutinadora, servindo de ponte inicial para a formação dos demais. Em uma interação Comunicação-Afinidade temos como resultado a Realidade. Mas o que isso significa?

Realidade segundo scientoly é “aquilo que parece ser”.  Portanto se você pensa que a vida é uma bosta para você e que as pessoas lhe odeiam ou que a sua mãe é uma vampira, isso tudo é verdade. Pois parece ser. Mas em um momento posterior você pode desacreditar nisso tudo e mudar sua concepção.

É normal pensarmos que um sonho  é real quando dormimos. Até acordarmos.

A realidade não  é absoluta por que vemos de acordo como  ela parece ser para nós. Por isso que entender esse triângulo pode ser útil para práticas de magia (principalmente magia do caos) em que pode-se moldar a realidade para parecer ser algo que ela não é. E isso não importa se é verdadeiro ou não. Nada é verdadeiro. O que importa é que a mentira seja boa.

A comunicação permite aglomerar. A comunicação é importante em qualquer meio. É  através dela que agimos. Usamos comunicação em magia usando símbolos e expressões corporais. Comunicar é aproximar. Anote isso. A-PRO-XI-MAR…

Afinidade é o contato. é a aproximação em si iniciado pela comunicação.

Portanto aproximar de uma ideia faz dela real.

Por isso que é importante ter afinidade com um sigilo para ele ter efeito. Existe uma aproximação, uma união.

Se você conversa com uma pessoa ela está de acordo com você, a afinidade aumenta e consequentemente a comunicação melhora. A cena (realidade) se faz marcante.

Para obter um objetivo você precisa se aproximar e ter afinidade com a ideia. Se o teu objetivo lhe assusta, isso dificulta a realidade de ela se fazer presente em sua vida.

Melhore a afinidade comunicando com a ideia. Implante, visualize, imagine-o, use sigilos, orações, etc… Até que a ideia lhe pareça normal e comum. A afinidade melhora e a realidade do triangulo se faz mais perto.

O triângulo se aplica para qualquer situação.

Quando há as três em consonância temos a compreensão.

O triângulo se complementa com a regra Ser-Fazer-Ter

SER-FAZER-TER

Essa regra se trata de comportamento.

Para ter algo você precisa fazer e para poder fazer é preciso ser.

Como assim?

Exemplo.

Quer ser rico?

O que quer ter? Riqueza

O que fazer? Riqueza

O que ser? Rico

Parece Nonsense, não é?

Ser  é agir como se fosse. Mas “ser” rico não é gastar. Ser rico é ganhar! A ação de gastar lhe torna mais pobre.

Sendo (ou se fazendo de rico) você faz coisas que ele faria para ter riqueza. Fazendo o que ele faria você como resultado terá riqueza.

Parece bobo e trivial agora, não é?

Isso é por que é exatamente isso! Nós não vemos o trivial.

Seja antes de fazer para poder ter.

Em magia poderia ser aplicado da seguinte forma:

O que ter? – Qual o objetivo?

O que fazer? – Como conseguir?

O que ser? – Como entrar na condição?

Poderia usar método de magick para condicionar sua mente a perceber uma realidade X para poder Ser. Então fingindo fazer  até obter o objetivo.

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